FONTE:
Assessoria do PSTC em 21/10/03 -
FOTOS:
Arquivo do PSTC
Dedicado, alegre e com gana de vencer. Assim pode ser definida a personalidade do jovem Dagoberto, a maior promessa do Atlético Paranaense depois de Kléberson, ao qual, ele evita as comparações esquivando-se: “O Kléberson foi um ídolo com o qual eu pude conviver e aprender. Como jogamos em posições diferentes, é difícil fazer uma comparação. Ele não chegou onde está por acaso, e no que depender de mim eu quero alcançar tanto sucesso ou mais que ele”.
Dagoberto é um desses garotos prodígios que encanta o torcedor pela forma ousada de jogar para frente. Sabe driblar com qualidade e usa deste artifício técnico constantemente para desequilibrar a marcação das equipes adversárias.
Apelidos não lhe faltam fazendo referência a sua ambição constante de fazer gols. Dagolberto e Dagoshow são alguns deles, que passaram a ser mais usados após o jogo contra o América Mineiro pela Copa Sul Minas em 2002, quando o Atlético perdia por 3 x 1, e com 09 jogadores em campo. Dagoberto fez 03 gols, o Atlético venceu por 4 x 3 e se classificou para próxima fase.
Após a saída de Kléberson para a Inglaterra, Dagoberto passou a ser o maior patrimônio em potencial do Atlético. Propostas do exterior sempre estão estampadas em jornais e nos sites de notícias do Futebol na Internet. Milan, Roma, Juventus, Udinese da Itália e Valência da Espanha, são alguns dos clubes que já manifestaram interesse pelo atacante do CAP, mas quando questionado sobre o assédio, comedido de suas respostas, Dagoberto responde:
- Fico feliz em saber que grandes clubes tem interesse em mim, mas acho que tudo tem uma hora certa. O meu momento é o Atlético e eu quero fazer tudo para estar bem aqui, e quando chegar a hora tenho certeza que será bom para o Atlético e para mim. Não acredito que serei eterno aqui, mas não quero precipitar nada.
Mas o Presidente do Atlético só aceita falar em negociá-lo após o fim da temporada 2004, quando com certeza Dagoberto será muito mais conhecido, principalmente, se as expectativas de uma convocação para as Olipíadas de Athenas/2004 se confirmarem. Nome certo na Seleção Brasileira Sub-20, Dagoberto sabe que o sonho de jogar uma Olimpíada não está distante:
- Tem muita gente em condição de jogar na Seleção Olímpica, mas eu já provei no Pan Americano que tem potencial para estar lá, e vou brigar por isso até o fim, complementa o jogador, que ainda este ano deve aparecer em outras convocações da Seleção Sub-20 do Técnico Valinhos.
Mas Dagoberto não esconde e sabe que o sonho de jogar uma Copa do Mundo não está distante, afinal de contas em 1999, um ano depois da Copa da França, Kléberson chegou ao Atlético e três anos depois foi Penta Campeão Mundial no Japão.
- Acho que estar nas seleções de base do Brasil ajuda muito. Sempre que for chamado, quero estar na Seleção, mostrar meu futebol e esperar. Ainda tem 03 anos e muita coisa pode mudar até lá.
Em entrevista ao Prof. Jair Machado (JM) da assessoria do PSTC, Dagoberto contou um pouco mais da sua carreira.
JM: Como você começou no PSTC?
DAGO: Comecei no PSTC com 14 anos em 1998, tinha um irmão (Douglas) que jogava lá. Ele acabou se contundido e não jogou mais e meu tio também me ajudou a chegar no PSTC.
JM: E como foi sua passagem por lá?
DAGO: O PSTC foi tudo no início da minha carreira, me deu a oportunidade que muitos não tem.
JM: O que significa PSTC pra você?
DAGO: PSTC é uma escola de base excelente, já é uma potência muito grande, onde eu aprendi valores corretos e sérios. Sempre serei grato ao PSTC.
JM: Quem ajudou você a chegar no Atlético?
DAGO: Acho que sempre trabalhei para ser profissional. O PSTC tinha este convênio com o Atlético e o pessoal lá sempre procurou me mostrar que eu tinha condições. Agradeço muito ao Leandro (Técnico), o Mário (Presidente) e o Tição (Supervisor) quem eu admiro muito.
JM: O que você diz sobre sua carreira ter dado saltos tão grandes e tão rápidos?
DAGO: A cada dia você tem cada mais a aprender, então você faz o trabalho para isso mesmo, para conquistar seus objetivos o mais rápido possível. Em 2002 veio a convocação para a Seleção, e continuo fazendo com que seja rápido, porém, natural. Não desejo que a minha carreira pule etapas. Não podemos passar por cima dos obstáculos, aproveitei minhas chances e aos poucos estou conquistando meu espaço.
JM: Chegar no Atlético era seu sonho?
DAGO: Não, minha família queria que eu jogasse no Internacional, porém eles não quiseram ficar comigo lá devido a minha baixa estatura. Mas na vida quando fecha uma porta abrem-se outras, e em 2001 cheguei no Atlético.
JM: Alguém te aconselhava quando chegou no CAP?
DAGO: Sim, o Kléberson, com sua humildade, e eu procurava tirar coisas boas dele.
JM: Você se tornou um ídolo no Atlético, o que você diz para quem está vindo do PSTC para o Atlético?
DAGO: Todo mundo chegou no Atlético fazendo testes, e eu procuro passar para quem chega, que eles tem que correr atrás dos seus sonhos todos os dias, como eu busco sempre.
JM: O Professor Liu, ajudou na sua carreira?
DAGO: Ele e o Mário que me trouxeram para o Atlético, ele trabalha com muita seriedade e torço para que ele também chegue no Profissional.
JM: No Pré-Olímpico você ficou desiludido por não ter sido campeão ou jogado na final?
DAGO: Não, apenas chateado por não ter jogado, mas não que comigo em campo teríamos vencido, é que eu seria um jogador a mais com vontade de vencer, o time estava sem vários jogadores como o Carlos Alberto, mas contusões acontecem e devemos agradecer, pois não foi tão grave.
JM: O que fazer para continuar sendo o ídolo da torcida do Atlético e da torcida Brasileira?
DAGO: Bons jogos e bons gols.
JM: Seus sonhos?
DAGO: Copa do Mundo 2006