Bem Vindo ao PSTC // 6 de Julho de 2008.
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FERNANDINHO
Atacante
“Sonho em conquistar a medalha olímpica para o Brasil. "

Fernandinho fala sobre sua adaptação na Europa, e confirma presença no jogo comemorativo de 10 anos do PSTC.

 
 
          FONTE: Assessoria do PSTC em 24/12/03
         
          Destaque do Atlético Paranaense do Campeonato Brasileiro do ano passado e na Libertadores deste ano, Fernandinho despertou o interesse do futebol europeu. Desde junho, o meia é jogador do Shaktar Donestsck, da Ucrânia. Em entrevista para a assessoria de imprensa do PSTC, o atleta revelou que sonha em jogar as Olimpíadas em 2008, em Pequim e conquistar a inédita medalha de ouro. Fernandinho ainda comentou sobre a adaptação na Europa e afirmou que vai jogar o amistoso em comemoração aos 10 anos do PSTC com muito prazer e em gratidão ao que o clube fez por ele no início da carreira. Confira os principais trechos da entrevista.

          Como foi a adaptação no futebol ucraniano?
          Agora está bem tranqüila. Eu consegui acostumar com a maneira de viver, principalmente de jogar, que é bem diferente do Brasil. Mas, agora já estou acostumado e tirando de “letra”.

          Quais as diferenças?
          
Lá é um futebol mais pegado e tem poucos jogadores técnicos. O que prevalece lá é a marcação e pra você ganhar de goleada de um time é muito complicado. Às vezes sai uma goleada, mas pra você fazer o primeiro é complicado. Quando o time faz o primeiro, o outro time sai para jogar e você acaba fazendo, dois ou três gols de contra ataque.

          Você e o Jadson são titulares?
          
Não. Na Ucrânia, praticamente não existe isso. É lógico que tem jogadores que já estão no clube por alguns anos que são titulares. Mas, para gente que está chegando, vai entrando aos poucos nas partidas. Existe um rodízio entre os jogadores. Agora, tivemos a oportunidade de jogar no final do campeonato. Eu joguei na Copa da Uefa e o Jadson jogou no Campeonato Ucraniano.

          Fica mais fácil a adaptação tendo companheiros brasileiros na Ucrânia?
          
Sem dúvida. Tem o Brandão que está lá há três anos e que já fala a língua e ajuda a gente. Também tem o Matusalém e o Elano, pessoal mais velho e experiente que dá um suporte e uma tranqüila muito grande para gente.

          Como foi a chegada e o primeiro jogo pelo Shaktar Donestsck?
          
Eu cheguei no meio da semana. Treinei uma semana e no outro final de semana, eu fui relacionado para o jogo. Mas, foi aquele negócio, eu entrei no jogo totalmente desentrosado do time. O esquema tático também é diferente e eu fiquei um pouco perdido. Mas, depois com os treinamentos, o treinador foi conversando comigo, eu fui pegando o jeito e ficou fácil.

          Qual a importância do PSTC na sua carreira como jogador de futebol?
          
O PSTC me ajudou muito. Comecei com 13 anos e o período que eu fiquei no PSTC, o pessoal sempre me apoiou e me ajudou muito. Eles sempre me orientaram como eu deveria ser quando chegasse a um time profissional. Isso foi fundamental para que eu conquistasse tudo o que consegui até hoje.

          Então, é uma questão de gratidão participar da comemoração dos 10 anos do PSTC?
          
Sem dúvida. Isso aí é algo que a gente tem que fazer com o maior prazer. Ainda mais arrecadando recursos para as entidades sociais. Quem vai sair ganhando com isso, não é eu ou o PSTC, são as pessoas que a gente vai ajudar.

 
          Quais são os seus planos para o futuro?
          
Meu contrato vai até 2010. Meu pensamento é permanecer lá, consegui a titularidade e a confiança do treinador. Eu também quero ir para o Pan-Americano com a seleção sub-23 e em seqüência disputar a Olimpíadas, em Pequim. Eu fico pensando nisso todo o dia porque a medalha de ouro é um título que a seleção não tem e os brasileiros estão com vontade de ganhar esse título há muito tempo.

          Tem um tradutor no time para entender as orientações do técnico?
          
Para nós, brasileiros, é fácil porque o treinador fala português. Só é um pouco complicado para conversar com os outros jogadores. A gente fez até um pouco de aula de russo pra facilitar a comunicação.

          O que você sente mais falta daqui do Brasil, quando lembra do PSTC e do Atlético Paranaense?
          
O carinho das pessoas e o calor da torcida não são iguais e nenhum lugar do mundo. Então, de vez em quando, eu fico pensando em casa quando eu voltar para lá e sentir o calor da torcida, como a do Atlético que faz muita diferença dentro da Baixada. Mas, a gente tem que ter a cabeça no lugar, uma hora a gente vai voltar e agora eu tenho que só pensar na Europa.