FONTE:
Assessoria do PSTC em 30/10/03 -
FOTOS:
Arquivo do PSTC
Desde que estreou na equipe profissional do Atlético contra a Ponte Preta no dia 08/06/03, pelo campeonato brasileiro, quando o Atlético venceu por 4 x 2, Jadson tem sido um problema para os treinadores. Ninguém entende porque ele ainda não é titular da equipe.
- "Não há problema algum nesta situação. Venho trabalhando em busca de um espaço, respeitando sempre a opinião do treinador e os meus companheiros de grupo", diz Jádson, sem demonstrar nenhuma frustração pelo terreno perdido. "Com essa minha filosofia, uma hora a chance aparece...", comentou Jadson a reportagem da Gazeta do Povo.
Jadson entrou no segundo tempo do jogo e logo encantou a torcida com seus passes precisos, qualidade que faz com que muitos cheguem a compará-lo com Kléberson. Quando questionado sobre sua estréia, o meia armador medindo as palavras responde:
- “Eu já havia feito alguns treinos bons com a equipe profissional e sabia que a minha oportunidade ia aparecer. Quando o Prof. Vadão me chamou para o jogo, eu sabia que aquele seria o meu momento. Estava meio nervoso mas como o Atlético já vencia o jogo, entrei até que tranqüilo”, comenta o jovem meia de 20 anos que chegou ao Atlético em 2001 depois de uma passagem pelo Internacional/RS.
Com Vadão no comando da equipe, Jadson já era nome certo nas convocações para os jogos e com freqüência entrava nos jogos, chegando a entrar em quatro partidas seguida (Paraná, Grêmio, Atlético-MG e Figueirense). Mas com a chegada de Mário Sérgio, começou tudo praticamente do zero e treinador teve que ouvir em alguns jogos, o pedido da torcida que queria ver Jadson em campo.
Alegre com os amigos e bem extrovertido, Jadson nega que tenha um estilo Bad Boy:
- “Não, não. É que as pessoas que não me conhecem acham que eu tenho cara de bravo, mas não tem nada a ver. Sou até muito alegre e gosto de brincar com todo mundo”, responde quando questionado sobre o seu comportamento fora de campo.
Confira a entrevista completa de Jadson ao Prof. Jair Machado (JM) da assessoria do PSTC.
JM: Quando você chegou no PSTC? Como foi seu começo?
JADSON: Comecei em 1997, através do Professor Jair. Ele era amigo do Serginho que era pai de um amigo que jogavam com o Jair. Eles conversaram e eu tive uma oportunidade na categoria Infantil que trabalhava na UEL. Eu fui para fazer teste com um amigo e fui aprovado. Depois aprendi muito do futebol com os professores Zequinha e Leandro.
JM: Quais clubes você já atuou?
JADSON: Do PSTC, eu fui para o Internacional junto com o André em 2000, fiquei lá até 2001 e depois vim para Atlético Paranaense.
JM: Você esperava jogar no Atlético?
JADSON: Sempre sonhei com isso. Sempre que eu via o sucesso que o Kléberson fazia no Atlético, eu queria jogar aqui.
JM: Como foi sua trajetória do PSTC até o Atlético?
JADSON: Saí do PSTC para jogar no Internacional, foi muito bom lá, mas problemas de contratações me impediram de continuar lá, e como o Liu (Técnico dos Juniores do CAP) já me conhecia do PSTC o Mário Iramina falou para eu ir direto ao Atlético.
JM: O que o Atlético e o PSTC acrescentaram na sua carreira?
JADSON: No Atlético ganhei experiência, mas no PSTC foi onde eu aprendi tudo que sei. Aprendi também a lutar pelo que eu quero. Acho que já saí do PSTC formado.
JM: Você está tendo chance de mostrar seu potencial no Atlético?
JADSON: Já mostrei meu potencial quando o Prof. Vadão era o treinador. Eu já estava quase assumindo a condição de titular. Agora com o Prof. Mario Sérgio, estou disposto a colaborar sempre, e espero minha ter oportunidades.
JM: Em quais jogadores você se espelhou ou se espelha para jogar?
JADSON: No Kléberson e no Dagoberto. O Kléberson me ajudou muito quando eu cheguei aqui e o Dago é um exemplo de atleta vencedor.
JM: Você acha que já é hora de você ter uma oportunidade como titular no Atlético?
JADSON: Não tenho pressa, procuro meu espaço dentro do clube, até porque o clube tem vários jogadores bons, o Adriano é um deles, prefiro esperar a minha hora.
JM: Você e o Dagoberto fizeram uma dupla vencedora no PSTC. È possível repetir este sucesso no Atlético?
JADSON: Acho que no PSTC nós tivemos um bom momento com uma boa equipe. Aqui a situação é diferente. Mas por nós termos jogado juntos algum tempo, acho que facilita um pouco.
JM: Como você encara as comparações que fazem de você com o Kléberson?
JADSON: O Kléberson tem uma técnica fenomenal, a forma de jogar dele é completa. Ataca, defende, marca, e eu ainda devo melhorar os meus pontos fortes e aí sim, pensar em ser como ele.
JM: Seus ex-treinadores sempre comentam que você é um atleta com um temperamento forte, no Atlético Paranaense algum profissional te auxilia psicologicamente?
JADSON: Sim, várias pessoas já vieram conversar comigo e eu procuro escutá-los para utilizar esses ensinamentos na minha vida.
JM: Você teve um período difícil em 2002 e quase foi embora do Atlético. Como você contornou isto?
JADSON: É, realmente eu tive uns problemas de comportamento fora de campo. Mas graças a Deus eu tive algumas pessoas que me aconselharam muito, como o Prof. Liu, o Mário e o Ticão. Acho que isto foi uma força a mais para que eu superasse tudo e ficou como um exemplo para mim.
JM: Você chegou no Atlético, está no profissional, seus objetivos já estão alcançados?
JADSON: Não, agora quero ajudar minha família que mora em Londrina, e depois ir jogar no exterior.
JM: Depois que saiu do PSTC, você ainda mantém contato com o pessoal de lá?
JADSON: - Sim, eles me ajudam, o Mário, Ticão, o Professor Leandro. Todos ainda conversam comigo e me ajudam muito, são acima de tudo meus amigos.
JM: O que você diz para quem está começando no Futebol?
JADSON: Nunca desanimar, sempre correr em busca dos seus objetivos.