FONTE:
Assessoria do PSTC em 06/10/03 - FOTOS:
Arquivo do PSTC
Aos
23 anos, Ricardinho é um exemplo
de atleta e de ser humano. Nos 03 anos em
que jogou no PSTC, só fez amizades
e com seu jeito espontâneo, ajudou
muitos garotos mais novos a se manterem
firmes em seu propósito de se tornarem
jogador de Futebol.
Evangélico,
Ricardinho tem sempre uma palavra amiga
e de afeto aos que dele se aproximam. Mantém
a Bíblia como caminho a ser seguido
e nunca é cobrado a treinar ou se
aplicar nos jogos: “cada dia é
uma oportunidade a mais pra mim, então
o que eu tenho que fazer é me dedicar
muito”, diz o atleta.
Quando jogou a Taça Londrina de Futebol
Junior em 2001, Ricardinho viu as portas
do futebol começarem a se abrir para
ele. Depois de muitos elogios da imprensa
londrinense e de empresários do meio,
foi convidado a disputar a Taça São
Paulo de Juniores pelo Jaboticabal.
Hoje,
levado por um empresário que tem
relacionamento com o PSTC, Ricardo joga
no NK Siroki Brijeg da Bósnia I Hercergovinia,
time da primeira divisão do país
e acredita que logo terá uma chance
em um clube de maior tradição
no Futebol Europeu.
Pela
Internet, um dos seus passatempos favoritos,
Ricardinho (RIC) concedeu uma entrevista
ao Prof. Jair Machado (JM) da Assessoria
do PSTC. Confira a entrevista.
JM:
Em qual time você está
jogando atualmente? Fale sobre a cidade?
RIC:
NK Siroki Brijeg. Bósnia I Hercergovinia
que possui 3 milhões de habitantes,
e fica na cidade de Siroki Brijeg.
JM:
Quais as competições
que sua equipe disputa?
RIC:
Campeonato Nacional e dependendo da classificação,
Liga dos Campeões da Europa, e Copa
UEFA.
JM:
Como é o seu clube? (estrutura,
patrimônio, organização,
torcida, etc)
RIC:
É o clube mais organizado do pais
, mas que pode melhorar e muito. Não
tem problemas de atraso de salário,
tem um centro de treinamento, divisões
de base, estádio próprio,
torcida organizada e etc.
JM:
Como foi na última temporada?
RIC:
4º Lugar Campeonato Nacional
JM:
Como você chegou a esse clube?
RIC:
Através de Mario Henrique que me
conhecia do PSTC e que me indicou para Bob
(empresário croata) que intermediou
a negociação e me trouxe.
JM:
Você ainda joga como meia
esquerda?
RIC:
Sim, esta ainda é minha posição
principal. Mas eu gosto também de
jogar mais avançado, como atacante.
JM:
Como é o nível técnico
do campeonato nacional?
RIC:
Baixo comparado ao Brasil.
JM:
E o estilo de jogo deles, é
mais pegada ou mais técnico?
RIC:
Mas pegado, com muita força e pouca
técnica.
JM:
E a organização do futebol
aí?
RIC:
É boa, mas pode melhorar e muito.
É um pais pós guerra que esta
se estruturando, então isso leva
algum tempo.
JM:
Você tem contrato até
quando?
RIC:
Até 30/06/2005.
JM:
Eles pagam bem?
RIC:
Comparado ao Brasil sim, mas para o nível
Europeu é muito pouco.
JM:
Acha que se estivesse no Brasil
você estaria ganhando isto?
RIC:
Talvez, mas precisaria estar em um grande
clube.
JM:
Você sonha com a possibilidade
de jogar em países com mais tradição
no Futebol da Europa? Esta é uma
possibilidade próxima?
RIC:
Sim, sim. Até porque aqui muitos
clubes grandes mandam seus olheiros para
assistir os jogos e isso facilita minha
ida para um Clube de mais tradição.
JM:
Como você se vira com o idioma
e os costumes diferentes?
RIC:
No começo foi difícil com
o idioma, mas consegui um dicionário
que facilitou muito minha comunicação.
Tive que me adaptar ao frio, a alimentação
que tem muito óleo, mas também
já superei tudo isso, hoje já
estou acostumado.
JM:
O que você faz para matar
o tempo livre?
RIC:
Ler a Bíblia, acessar internet, praia
no verão, sair com amigos, cinema
e etc.
JM:
Como é o seu relacionamento
com os torcedores? Eles são fanáticos
como aqui?
RIC:
Muito bem, ate pelo fato de ser brasileiro
e porque adoram o futebol brasileiro, o
carnaval e a cultura brasileira. Sim, ate
um pouco mais, porque vivem jogando na loteria
e sabem tudo que passa no futebol no mundo.
JM:
Voltar ao Brasil é uma esperança?
O que você pretende fazer quando terminar
seu contrato?
RIC:
Não, porque quero terminar minha
carreira na Europa. Fazer um contrato em
um clube melhor, maior tradição
no Futebol Europeu.
JM:
Valeu a pena deixar o Brasil e tentar
a sorte aí?
RIC:
Sim, aqui as possibilidades são maiores
que o Brasil e as condições
financeiras também são melhores.
JM:
E a sua família o que pensa?
RIC:
Ver uma grande chance para minha carreira,
mas o mais difícil é a saudade.
Sei que estão satisfeitos com minha
vida profissional.
JM:
Para os garotos do PSTC que estão
começando, qual o seu conselho?
RIC:
Que estude, leia, escute seus treinadores,
porque no futuro isso facilitara sua carreira,
dedique-se o máximo, aperfeiçoem
as deficiências porque (NADA PODE
CONTRA O TRABALHO) e que peça a Deus
todos os dias sabedoria para tomar atitudes
certas e que Deus abençoe ao PSTC
e todos que nele trabalhem.
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